Neste vídeo, a Dra. Leilane Catricala apresenta o Fotona StarWalker e explica como a tecnologia pode fazer parte de um plano para melasma.
O procedimento é uma das possibilidades disponíveis na clínica. A indicação, a combinação com outros cuidados e os parâmetros precisam ser definidos individualmente após avaliação dermatológica.
O tratamento do melasma costuma funcionar melhor quando combina três frentes: proteção contra os estímulos que mantêm a pigmentação, medicamentos ou ativos escolhidos para aquela pele e, quando existe indicação, procedimentos realizados em consultório. Não há um protocolo único nem uma tecnologia obrigatória.
Antes de clarear uma mancha, é preciso confirmar que ela realmente é melasma. Depois do diagnóstico, o plano considera fototipo, sensibilidade, gravidez ou amamentação, uso de hormônios, tratamentos anteriores, rotina diária e tendência a hiperpigmentação. O objetivo é obter controle progressivo com o menor grau possível de irritação.
Melasma é uma condição crônica e recorrente caracterizada por manchas castanhas ou acinzentadas, geralmente simétricas, em áreas expostas à luz. Bochechas, testa, nariz, região acima dos lábios e queixo estão entre as regiões mais comuns.
A predisposição genética, a radiação ultravioleta, a luz visível e fatores hormonais participam do processo. A pele com melasma também pode apresentar alterações relacionadas à inflamação, vascularização e dano solar. Isso explica por que simplesmente remover pigmento superficial nem sempre produz controle duradouro.
O melasma não envolve apenas aumento de pigmento. Estudos que compararam a pele afetada com a pele ao redor encontraram maior número e calibre de vasos dérmicos nas áreas de melasma. As células do endotélio vascular também liberam mediadores, como a endotelina-1, capazes de estimular a atividade dos melanócitos.
Esse componente pode se manifestar como vermelhidão ou pequenos vasos visíveis, mas também pode ser discreto e percebido apenas durante a avaliação dermatológica ou a dermatoscopia. Ele não tem a mesma importância em todas as pessoas e não deve ser considerado a única causa da doença. É um dos pilares que interagem com ativação dos melanócitos, inflamação, alterações da membrana basal e fotoenvelhecimento.
Para compreender esses mecanismos com mais profundidade, consulte o conteúdo sobre causas, gatilhos e recorrência do melasma.
Manchas solares, hiperpigmentação depois da acne, dermatites, pigmentação provocada por medicamentos e outras doenças podem se parecer com melasma. Algumas pessoas apresentam mais de um tipo de mancha ao mesmo tempo.
A distinção muda o tratamento. Um laser adequado para uma melanose solar isolada, por exemplo, não deve ser automaticamente aplicado em uma área de melasma. Da mesma forma, usar clareador em uma lesão que ainda não foi diagnosticada pode atrasar uma investigação necessária.
Melasma costuma ser plano, relativamente simétrico e evoluir gradualmente. Procure avaliação diante de uma lesão isolada ou muito diferente das demais, crescimento rápido, mudança de formato ou cor, sangramento, ferida que não cicatriza, dor ou coceira persistente.
Esses sinais não definem um diagnóstico por si mesmos, mas indicam que a mancha não deve ser tratada apenas com cosméticos.
A consulta começa pelo histórico: quando as manchas surgiram, se pioraram na gravidez ou com hormônios, quanto sol a pele recebe, quais produtos já foram usados e como ela reagiu. Ardência, descamação e efeito rebote ajudam a entender a tolerância.
O exame avalia distribuição, tonalidade, simetria, fototipo e sinais de outras doenças. Dermatoscopia e lâmpada de Wood podem fornecer informações adicionais. Fotografias padronizadas, quando autorizadas e realizadas de maneira adequada, ajudam a comparar a evolução sem depender apenas da memória ou da iluminação do dia.
A avaliação também define um objetivo realista. Para algumas pessoas, a prioridade é clarear uma piora recente; para outras, é reduzir recaídas e construir uma rotina mais simples. O tratamento precisa caber na vida cotidiana para ser mantido.
Fotoproteção não é apenas um complemento. Ela reduz o estímulo que mantém a produção de pigmento e ajuda a preservar o resultado obtido com outras medidas.
De modo geral, procura-se um protetor de amplo espectro, com FPS adequado e textura que permita aplicar a quantidade necessária. Para muitas pessoas com melasma, protetores com cor e pigmentos como óxidos de ferro acrescentam proteção contra luz visível. Chapéu de aba larga, sombra e planejamento dos horários de exposição completam a estratégia.
A fórmula ideal depende de oleosidade, acne, sensibilidade, tom de pele, maquiagem e rotina. Um produto tecnicamente interessante, mas desconfortável a ponto de não ser utilizado, dificilmente sustentará o tratamento.
A pele não precisa descamar intensamente para clarear. Limpeza agressiva, esfoliação frequente e combinação improvisada de vários ácidos podem causar inflamação e favorecer hiperpigmentação.
Uma rotina pode ser simples: limpeza compatível com a pele, tratamento prescrito, hidratação quando necessária e fotoproteção. O número de produtos é menos importante do que a função e a tolerabilidade de cada um.
Hidroquinona e combinações contendo hidroquinona, retinoide e corticosteroide estão entre as opções mais estudadas. Outros ativos utilizados em situações específicas incluem ácido azelaico, ácido tranexâmico tópico, cisteamina, ácido kójico, niacinamida e derivados da vitamina C.
Essas substâncias não são intercambiáveis. Potencial de irritação, fase do tratamento, histórico de alergia, gestação, amamentação e outros medicamentos influenciam a escolha. Algumas exigem prescrição e acompanhamento, e o uso prolongado ou inadequado pode trazer efeitos adversos.
O ácido tranexâmico por via oral tem estudos mostrando redução da intensidade do melasma, mas seu uso dermatológico é individualizado e exige avaliação de riscos. Histórico pessoal e familiar de trombose, alterações de coagulação, uso de hormônios e outras condições precisam ser considerados.
Ele não deve ser comprado ou iniciado a partir de uma recomendação encontrada na internet. Benefício possível não elimina contraindicações nem substitui acompanhamento.
Quando o exame indica que o pilar vascular é relevante, a dermatologista pode incluir estratégias direcionadas a esse componente. A proposta não é apenas remover o pigmento já formado, mas também abordar uma das vias fisiopatológicas que podem estimular e sustentar a melanogênese.
Esse tratamento é coadjuvante: não substitui fotoproteção, rotina domiciliar nem manutenção. A tecnologia e os parâmetros precisam ser escolhidos conforme os vasos observados, o fototipo, a atividade do melasma e o risco de inflamação. A evidência clínica é promissora para pacientes selecionados, mas ainda não sustenta tratar o componente vascular da mesma maneira em todos os casos.
Procedimentos são considerados quando há uma indicação clara e a base do tratamento está organizada. Eles podem ajudar no clareamento ou na entrega de ativos, mas também podem provocar inflamação, hiperpigmentação pós-inflamatória e recorrência.
Peelings utilizam agentes químicos para promover renovação controlada da pele. O tipo de substância, concentração, tempo de contato e intervalo variam. Procedimentos superficiais podem ser associados ao tratamento domiciliar, mas não substituem fotoproteção e manutenção.
Pele irritada, exposição solar recente e determinadas condições clínicas podem exigir adiamento. Peelings caseiros ou produtos de origem desconhecida aumentam o risco de queimadura e escurecimento.
O microagulhamento cria microcanais controlados e tem sido estudado isoladamente e como forma de facilitar a entrega de substâncias. Os resultados variam conforme técnica, ativo utilizado e características da pele.
Profundidade excessiva, assepsia inadequada ou produto impróprio para aplicação intradérmica podem causar complicações. O fato de um cosmético ser seguro sobre a pele não significa que possa ser introduzido por microcanais.
O PRP é preparado a partir do sangue da própria pessoa para concentrar plaquetas e mediadores envolvidos na reparação tecidual. No melasma, ele tem sido estudado por microinjeções intradérmicas e em associação ao microagulhamento ou a outros tratamentos.
A Clínica Leilane Catricala realiza PRP e pode incluí-lo como coadjuvante em planos individualizados. Alguns estudos clínicos observaram redução dos escores de melasma e maior satisfação quando o PRP foi associado a tratamentos de base. Os protocolos, as formas de preparo e as técnicas de aplicação, entretanto, variam entre os estudos.
Por isso, o PRP não deve ser apresentado como substituto da fotoproteção ou das terapias tópicas. Uma revisão recente não encontrou superioridade global consistente sobre outras abordagens e destacou a heterogeneidade das evidências disponíveis. Dor, vermelhidão, inchaço, pequenos hematomas e hiperpigmentação pós-inflamatória estão entre os possíveis eventos; preparo adequado e técnica asséptica são indispensáveis.
Alguns lasers podem ser incorporados ao tratamento, especialmente quando a dermatologista identifica um objetivo compatível e consegue ajustar os parâmetros ao fototipo. A literatura mostra benefício em grupos selecionados, muitas vezes quando o procedimento é associado a tratamento tópico e fotoproteção.
Ao mesmo tempo, laser não é uma escolha automática para todo melasma. Energia excessiva ou inflamação podem piorar a pigmentação. Recorrência continua possível, e diferentes equipamentos não devem ser tratados como equivalentes.
Quando há vermelhidão ou vasos dilatados associados às manchas, tecnologias com alvo vascular podem ser combinadas a abordagens dirigidas ao pigmento. Estudos clínicos pequenos sugerem que essa associação pode acrescentar benefício justamente no subgrupo em que a dermatoscopia identifica capilares mais evidentes. A seleção cuidadosa continua essencial, pois também há possibilidade de hiperpigmentação de rebote.
A Clínica Leilane Catricala dispõe do Fotona StarWalker e informa utilizar o protocolo MaQX Clear em planos para distúrbios pigmentares. O sistema oferece comprimentos de onda e modos de pulso que podem ser configurados para diferentes alvos. A presença do equipamento, porém, não define a indicação: o diagnóstico, o fototipo, a atividade do melasma e a resposta a tratamentos anteriores vêm primeiro.
| Abordagem | Objetivo | Quando pode ser considerada | Limitações e cuidados |
|---|---|---|---|
| Fotoproteção | Reduzir estímulos da radiação UV e, com pigmentos adequados, da luz visível | Em todas as fases do controle | Depende de quantidade, reaplicação, conforto e associação com barreiras físicas |
| Tratamentos tópicos | Modular produção e distribuição do pigmento | Como base da fase ativa ou da manutenção | Podem irritar; seleção muda na gravidez, amamentação e pele sensível |
| Tratamento sistêmico | Atuar em mecanismos associados ao melasma | Em casos selecionados após avaliação clínica | Pode ter contraindicações e efeitos sistêmicos; não é automedicação |
| Peelings | Promover renovação controlada e auxiliar no clareamento | Como complemento em pele preparada | Podem irritar ou provocar hiperpigmentação; exigem parâmetros individualizados |
| Microagulhamento | Estimular remodelação e, em protocolos específicos, facilitar entrega de ativos | Em combinações selecionadas | Resultado depende da técnica; há risco de inflamação e pigmentação |
| PRP | Atuar como coadjuvante por meio de mediadores autólogos relacionados à reparação tecidual | Em planos individualizados, associado a outras modalidades | Protocolos e evidências são heterogêneos; aplicação pode causar dor, hematomas, inflamação e pigmentação |
| Laser e luz | Abordar pigmento ou outros componentes definidos na avaliação | Em pacientes e fases cuidadosamente selecionados | Não eliminam recorrência e podem piorar a mancha se mal indicados ou parametrizados |
| Abordagem vascular coadjuvante | Atuar sobre vasos e sinais endoteliais associados à melanogênese | Quando exame ou dermatoscopia mostram componente vascular relevante | Não é indicada de forma uniforme; exige tecnologia, parâmetros e fototipo cuidadosamente selecionados |
Não existe um número universal de sessões. A decisão depende do procedimento, da extensão e atividade do melasma, do fototipo, da resposta da pele e dos cuidados domiciliares. O plano pode ser ajustado ao longo do acompanhamento.
Manutenção não significa repetir indefinidamente tudo o que foi usado na fase inicial. Em geral, busca-se reduzir a intensidade do tratamento sem abandonar fotoproteção e controle dos gatilhos. Reavaliações permitem trocar ativos, fazer pausas e decidir se um procedimento ainda faz sentido.
Melasma tende a clarear gradualmente. A resposta não é igual entre as pessoas nem uniforme em todas as regiões do rosto. Iluminação, maquiagem, bronzeamento e câmera do celular também alteram a percepção das manchas, motivo pelo qual fotografias padronizadas são úteis.
O objetivo não deve ser perseguir uma pele sem qualquer variação de cor por meio de irritação contínua. Um bom resultado combina melhora visível, preservação da barreira cutânea e uma rotina que possa ser mantida.
Não existe cura definitiva reconhecida. É possível clarear as manchas e alcançar períodos de estabilidade, mas a predisposição e a possibilidade de recorrência permanecem.
Não há uma única opção superior para todas as pessoas. Fototipo, profundidade do pigmento, sensibilidade, gravidez, gatilhos e tratamentos anteriores determinam a combinação mais adequada.
Pode ser considerado em casos selecionados, geralmente como parte de um plano que também inclui fotoproteção e tratamento domiciliar. Laser mal indicado ou com parâmetros inadequados pode causar irritação, hiperpigmentação e piora.
Não. O Fotona StarWalker é uma das ferramentas disponíveis na clínica, mas sua indicação depende do diagnóstico, fototipo, atividade da condição, histórico e avaliação médica.
Não. A relevância desse pilar varia entre os pacientes. A abordagem vascular pode ser acrescentada como coadjuvante quando o exame mostra vermelhidão, vasos dilatados ou outros achados compatíveis, sempre dentro de um plano que também controle pigmentação, exposição à luz e inflamação.
Pode ser considerado como coadjuvante em casos selecionados. Estudos clínicos mostram resultados promissores, mas ainda existe variação importante entre protocolos e não foi demonstrada superioridade consistente sobre as opções já estabelecidas. A indicação depende do plano completo e da avaliação dermatológica.
O número e o intervalo variam conforme a modalidade escolhida e a resposta individual. A quantidade não deve ser definida antes de avaliar a pele e estabelecer o plano.
Algumas estratégias podem ser mantidas ou adaptadas no verão. A escolha de ativos e procedimentos considera exposição solar prevista, capacidade de fotoproteção e risco de irritação.
Gravidez exige seleção específica de produtos e procedimentos. Muitos tratamentos usados fora da gestação não são apropriados nesse período. A orientação deve ser alinhada entre dermatologista e obstetra.
Não é uma regra idêntica para todos, mas pigmentos como óxidos de ferro podem acrescentar proteção contra luz visível. A dermatologista pode ajudar a encontrar uma formulação adequada ao tom, ao tipo de pele e à rotina.
Ele pode ser considerado para pacientes selecionados, mas tem contraindicações e possíveis efeitos adversos. A decisão exige avaliação do risco trombótico, medicamentos, hormônios e histórico clínico.
O investimento varia conforme o diagnóstico e a combinação indicada, que pode envolver produtos domiciliares, consultas e procedimentos. A clínica informa valores depois de definir as possibilidades adequadas ao caso.
O tratamento ideal depende do diagnóstico, do tipo de pele e das características das manchas. Nas unidades da Clínica Leilane Catricala em Vila Nova Conceição e São Caetano do Sul, a avaliação dermatológica permite organizar uma estratégia individualizada e acompanhar a resposta ao longo do tempo.
Dra. Leilane Velloni Catricala
Médica Dermatologista
CRM-SP 151.911 | RQE Dermatologia 73.960
Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Conteúdo informativo. A avaliação médica individual é necessária para diagnóstico e indicação de tratamento.