Fios de PDO são filamentos reabsorvíveis de polidioxanona utilizados em procedimentos estéticos. A proposta depende do desenho do fio: fios de tração podem oferecer suporte aos tecidos, enquanto fios lisos são utilizados com objetivos diferentes, relacionados à qualidade da pele. Não existe um único “efeito dos fios” que se aplique a todas as técnicas ou pessoas. Revisão científica sobre PDO.
Se você percebe perda de definição na mandíbula, bochechas menos sustentadas ou pequenas mudanças na firmeza da pele, o primeiro passo é identificar a causa. Um plano adequado começa pelo que incomoda você e pelo que deseja preservar na sua aparência.
Fios espiculados possuem estruturas que ajudam a prender o tecido e são usados em técnicas de sustentação. Fios lisos não têm essas estruturas e não devem ser apresentados como se realizassem a mesma tração.
Também se estuda a resposta dos tecidos ao material e suas relações com o colágeno. Para o paciente, o que importa é a melhora perceptível e seu acompanhamento: uma explicação sobre colágeno, isoladamente, não informa quanto o contorno ou a firmeza irá mudar.
Uma revisão de 2023 encontrou poucos estudos rigorosos sobre o uso estético de PDO. Por isso, a decisão exige expectativas realistas e uma indicação bem definida, sem apresentar a técnica como uma alternativa equivalente ao lifting cirúrgico. Contreras et al., revisão de 2023.
A American Society of Plastic Surgeons descreve a sustentação mecânica por fios espiculados e destaca a avaliação da anatomia e dos objetivos antes da indicação. ASPS — informações sobre fios de sustentação.
São filamentos sem espículas. A proposta costuma estar relacionada à resposta do tecido e à qualidade da pele. Não oferecem o mesmo mecanismo de sustentação dos fios de tração. Pergunte qual mudança será avaliada e qual evidência sustenta a indicação no seu caso.
Possuem pequenas estruturas de fixação. Podem ser considerados para sustentação de tecidos em pacientes selecionados. O benefício esperado depende da anatomia, do grau de flacidez e do dispositivo utilizado. A presença de espículas não garante um lifting intenso ou duradouro.
Têm uma configuração diferente, cuja indicação depende do dispositivo e do objetivo médico. O formato não basta para prometer volume, preencher um sulco profundo ou substituir um preenchimento com ácido hialurônico.
Material e formato são informações diferentes. Nem todo fio absorvível é de PDO; produtos com outros polímeros não devem ser tratados automaticamente como equivalentes. Peça a identificação do dispositivo e esclareça suas indicações aplicáveis no Brasil.
Um estudo retrospectivo de 2015, com 31 procedimentos, relatou resultados favoráveis de PDO em pacientes selecionados. Trata-se de uma amostra pequena, sem comprovar benefício universal ou a eficácia de todos os formatos. Estudo clínico de Suh et al..
Sulcos profundos podem envolver perda de volume e não devem ser apresentados como indicação automática de fios. No pescoço, é necessário distinguir qualidade da pele, excesso de pele e alterações musculares.
Olheiras também têm causas diferentes, como pigmentação, vasos e anatomia. Fios não devem ser anunciados como solução geral para qualquer olheira. Para braços, abdômen ou outras regiões, esclareça a indicação do dispositivo e a evidência específica antes de decidir.
Sobrancelhas com queda também aparecem entre as queixas abordadas por técnicas de sustentação. A proximidade dos olhos exige avaliação específica; não se deve prometer abertura do olhar ou indicar a técnica apenas por uma fotografia.
A disponibilidade de cada técnica nas unidades da clínica deve ser confirmada durante o agendamento.
Fios de tração, preenchimentos e bioestimuladores têm propostas distintas. A escolha depende do problema identificado, sem haver um procedimento melhor para todas as pessoas.
A associação de técnicas precisa ter um objetivo claro. Você não precisa fazer vários tratamentos apenas porque eles podem ser combinados.
Em técnicas de tração, pode haver uma mudança inicial de sustentação. Inchaço e alterações temporárias após o procedimento, porém, não representam o resultado definitivo.
O tempo de absorção do fio não é sinônimo da duração do benefício estético. Ambos dependem do dispositivo e do contexto. Uma informação genérica de “seis a oito meses” não deve ser usada para garantir duração ou definir manutenção para todos.
Antes de realizar, combine quando haverá reavaliação, como a mudança será registrada e quais critérios justificarão repetir ou mudar a proposta. Fotografias comparáveis ajudam a acompanhar a evolução; fotos de outra pessoa não preveem seu resultado.
A colocação dos fios é um procedimento invasivo, ainda que seja descrito como minimamente invasivo. Exige avaliação, preparação adequada e orientações específicas do profissional responsável. O controle do desconforto deve ser discutido; não é correto prometer ausência de dor.
Planeje compromissos e eventos considerando a possibilidade de inchaço, hematomas e sensibilidade. O retorno ao trabalho ou às atividades leves depende da técnica e da sua evolução. “Voltar no mesmo dia” não é uma garantia individual.
A ASPS recomenda receber instruções específicas sobre os cuidados, o retorno às atividades e o acompanhamento. Orientações gerais de recuperação.
Os prazos devem vir da orientação médica e das instruções do dispositivo. Recomendações de 24 horas ou duas semanas encontradas na internet não substituem seu plano individual. Não massageie para tentar corrigir uma irregularidade nem altere medicamentos por conta própria.
Podem ocorrer dor, inchaço, hematomas, assimetria, irregularidades do contorno, infecção, inflamação, exposição ou extrusão do fio. Há relatos de alterações de sensibilidade e lesões de estruturas próximas. Uma revisão sobre fios faciais e cervicais reuniu dispositivos e técnicas diferentes; seus achados não equivalem ao risco de um único produto. Revisão de segurança de Pham et al..
Um estudo retrospectivo multicêntrico de 2026 analisou 2.000 casos de lifting com PDO e registrou complicações em 12,4%, incluindo retração da pele, assimetria e dor. Essa taxa descreve aquela amostra, não a probabilidade individual na clínica. Estudo multicêntrico de 2026.
Dor intensa ou progressiva, vermelhidão que aumenta, secreção, febre, alteração importante de cor ou fio exposto exigem contato com a equipe e avaliação. Não puxe ou tente remover um fio em casa. Alterações visuais ou sintomas graves exigem atendimento imediato.
Informe infecções ou lesões na região, alergias, problemas de coagulação ou cicatrização, condições de saúde, medicamentos, gestação ou amamentação. Relate também fios, preenchimentos e cirurgias anteriores, mesmo que realizados há anos.
A médica deve verificar contraindicações e precauções do dispositivo. Não interrompa anticoagulantes ou outros medicamentos sem orientação do profissional responsável.
Não devem ser apresentados como equivalentes ao lifting cirúrgico. Se há excesso importante de pele, a expectativa e as alternativas precisam ser discutidas antes de escolher um procedimento.
Preservar suas características pode ser um objetivo do plano, mas naturalidade não é uma garantia automática. Discuta a intensidade da mudança e o que deseja manter na sua aparência.
Quantidade não deve ser usada como medida isolada de qualidade. No estudo multicêntrico de 2026, maior número de fios esteve associado a maior ocorrência de complicações; isso não demonstra uma regra causal para toda técnica. O plano precisa justificar a escolha do dispositivo e a indicação. Estudo sobre complicações.
O formato do fio não garante correção de sulcos. A avaliação deve identificar a causa do sulco e esclarecer se sustentação, volume ou outra proposta faz sentido.
É necessário distinguir linhas relacionadas ao movimento muscular de alterações de textura e sustentação. Não apresente todos esses sinais como se fossem tratados pelo mesmo mecanismo.
Não conte com recuperação obrigatória em poucos dias. Planeje com a médica a possibilidade de marcas, desconforto e retorno para acompanhamento.
O orçamento deve considerar a avaliação, o dispositivo, a região e o acompanhamento. Peça uma proposta que explique objetivos, riscos e etapas; não decida apenas pelo número de fios ou pelo preço anunciado.
Anote o que mais incomoda você, suas prioridades, tratamentos anteriores e compromissos próximos. O objetivo é escolher uma proposta com benefício esperado claro e acompanhamento adequado.
Entre em contato com a Clínica Leilane Catricala para avaliação individual.
Texto aprovado pela Dra. Leilane Catricala — Médica Dermatologista — CRM-SP 151.911 — RQE (Dermatologia) 73.960.
Conteúdo educativo; indicação depende de avaliação individual. As imagens são ilustrações didáticas geradas por IA, não pacientes ou resultados clínicos.